Fábio Canceiro
Portugal perdeu, em termos líquidos, 19 274 empregos desde a subida de José Sócrates ao poder, segundo um artigo publicado no Boletim Económico do Banco de Portugal.
O artigo é da autoria de dois investigadores do Gabinete de Estudos do banco liderado por Vítor Constâncio e de um responsável do Gabinete de Planeamento do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social e resulta num estudo intitulado “ A criação e destruição de emprego em Portugal”, onde se mostra que, no período compreendido entre Março de 2001 e Março de 2007 as empresas criaram 3704081 novos empregos, destruindo no mesmo período, 3660003 novos postos de trabalho.
O último trimestre de 2006 apresentou um saldo negativo de 27696 empregos destruídos, sendo, de acordo com os números divulgados, o pior dos últimos seis anos.
Segundo Nuno Ribeiro Mendes, ex secretário de Estado da Segurança Social no Governo de António Guterres, “estamos a sofrer uma reestruturação da economia”, estando-se por isso a “reduzir empregos que não têm justificação económica.
No período em análise (2001 a 2007), o saldo entre a criação de emprego e a destruição de emprego coloca Guterres em primeiro lugar (com um saldo positivo de 122 708 postos de trabalho), seguido de Barroso (31 803), de José Sócrates (com um saldo negativo de 19 274) e Santana Lopes, que apenas governou dois trimestres e registou um saldo negativo de 41 818 empregos.
Fonte:DN
