Arquivo de Novembro, 2007

Governo mostra-se satisfeito com os resultados do INE.

Novembro 20, 2007

Maria Joyce Rua

Os dados publicados pelo INE , dia 16 de Novembro, relativamente ao mercado de trabalho no terceiro semestre deste ano indicam que a Taxa de Desemprego sofreu uma estagnação de 7,9%, se tivermos como termo de comparação o trimestre anterior. Face a estes dados, o Primeiro-ministro, em declarações aos jornalistas, mostrou-se satisfeito com o facto de o desemprego não registar alterações. José Sócrates referiu ainda que a economia portuguesa criou 106 mil postos de trabalho, desde o primeiro trimestre de 2005.

unemployment.jpg

Contudo, verifica-se que estes 106 mil postos de trabalho foram originados pelo crescimento dos contratos a prazo, sendo esta considerada a forma mais prejudicial de empregar trabalhadores.

Segundo o Diário de Noticias, no terceiro trimestre deste ano, o número de empregados aumentou 3% em termos homólogos, menos do que a população activa, que aumentou 0,7%. Estes resultados mostram a incapacidade da economia portuguesa de dar resposta ao aumento da população activa, dado que no total são mais de 27 mil desempregados do que em igual período do ano passado.

Quando analisado em termos regionais, o desemprego regista valores dispersos, uma vez que na região Norte e em Lisboa e Vale do Tejo o número de desempregados aumentou 12,8 e 11%, respectivamente, enquanto que na região Centro e Alentejo, o conjunto de desemprego caiu, respectivamente 6,7 e 18%. O Algarve destacou-se pelo lado mais negativo, na medida em que registou uma Taxa de Desemprego na ordem dos 16, 4%. Apesar da postura positiva, José Sócrates referiu que o Desemprego é um dos problemas mais sérios do nosso país.

Verifica-se que existem no desemprego mais mulheres do que homens, que são principalmente pessoas com um baixo nível de qualificação e que a grande maioria tem mais de 45 anos. Pode-se dizer também que os contratos sem termo e os empregos por conta própria registaram uma diminuição nos últimos dois anos e meio.

O ministro do Trabalho, Viera da Silva, afirmou que estes dados tinham de ser vistos com algo positivo, uma vez que, nesta época do ano, a tendência é para se verificar um aumento na Taxa de Desemprego.

Fontes: Público e D.N
Foto: Grão de Areia

Estudo da CIP aponta Alcochete como melhor alternativa

Novembro 5, 2007

Maria Joyce Rua

O estudo apresentado, na quarta-feira passada pela Confederação da Industria Portuguesa (CIP) defende que Alcochete seria a melhor solução para a construção do novo Aeroporto de Lisboa. O estudo foi anunciado numa conferência de imprensa e é uma possível alternativa á Ota.

Realizado por José Manuel Viegas e Carlos Borrego, professores universitários com um vasto curriculum, este estudo já foi enviado para o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

aeroportopista.jpg

O Ministro das Obras Publicas, Mário Lino, ainda não o leu, mas afirma: “ O Ministério recebe todos os dias muitos estudos e não tenho tempo para estar a ler, não por menos interesse”.

De referir que a zona fica situada aproximadamente a 30 km de Lisboa, numa área plana, ocupada por eucaliptos e a maior parte desta zona é propriedade do Estado. Segundo a CIP, se a escolha fosse Alcochete o novo aeroporto revelar-se-ia mais barato e possibilitava a construção de duas novas travessias do Tejo.

Espera-se que até meados do mês de Dezembro, a comparação entre este estudo e aquele que aponta a Ota como outra alternativa, fique concluída por parte do LNEC para que a decisão final seja tomada.

Mário Lino declarou que o Governo “ quer que o aeroporto fique na melhor localização possível para este país”. Segundo a CIP, a opção Alcochete levaria à construção de uma ponte ou de um túnel que fizesse a ligação Beato/ Montijo. Esta opção facilitaria a ligação entre Lisboa e o novo aeroporto, permitindo assim que o TGV tivesse o seu nó central no campo de tiro de Alcochete.

Seria também construído uma passagem de comboios, ficando assim completo o anel ferroviário da área metropolitana de Lisboa. O custo da construção desta ponte seria mais económico, uma vez que, a distância entre o Beato/ Montijo é menor do que a de Chelas/ Barreiro (onze quilómetros em vez de dezasseis).

Os acessos a este novo aeroporto ficariam concluídos com a construção de uma outra ponte que ligaria Algés e Trafaria através de uma ponte e também se podia pensar na construção de um Túnel.

É importante referir que Alcochete ligaria o Norte e o Centro por via ferroviária através da linha Lisboa/ Badajoz, dado que, entroncaria com a ligação ao Porto.

Fonte: Público